A cultura de compliance em cooperativas de crédito tornou-se um pilar estratégico essencial para a gestão de riscos e a integridade organizacional. Embora termos como compliance (do verbo to comply), código de ética e conduta, política de conformidade e canais de denúncia sejam amplamente difundidos, ainda existem dúvidas sobre o que significa atuar profissionalmente nessa área.
O Papel do Profissional de Compliance
A função de compliance, que antes era vinculada à área jurídica, hoje se expande para gestão de riscos e controles internos. Esse reposicionamento exige profissionais com formações diversas, como advogados, administradores e contadores, refletindo a necessidade de uma visão multidisciplinar para mitigar riscos e assegurar conformidade regulatória.
A estrutura dos programas de compliance baseia-se em três pilares fundamentais:
1. Prevenção
A prevenção visa antecipar riscos por meio de práticas como:
- Regulamentação de processos internos;
- Due diligence de fornecedores;
- Treinamentos para colaboradores;
- Fortalecimento de controles internos.
Nas cooperativas de crédito, esse papel se torna ainda mais relevante devido à regulação rigorosa do Banco Central do Brasil. Os profissionais de compliance monitoram alterações normativas e garantem a adaptação de processos para minimizar impactos nos associados, finanças e governança da cooperativa.
Além disso, treinamentos e eventos educativos são essenciais para disseminar uma cultura de conformidade, ajudando colaboradores e a alta administração a entenderem a importância da área.
2. Detecção
Esse pilar foca na identificação rápida de irregularidades por meio de:
- Auditorias internas;
- Canais de denúncias;
- Monitoramento de operações.
O profissional de compliance tem papel ativo na investigação de denúncias, assessorando o comitê de ética e contribuindo para a revisão de normativas e processos internos. Ele também apoia auditorias internas e externas, identificando pontos de melhoria para garantir a conformidade.
3. Resposta
O terceiro pilar refere-se à capacidade de reagir rapidamente a violações, por meio de:
- Investigações internas;
- Relatórios para órgãos reguladores;
- Medidas corretivas e disciplinadoras.
Nas cooperativas de crédito, o profissional de compliance pode ser responsável por responder a questionamentos do Banco Central e realizar investigações internas sobre inconformidades que possam impactar a instituição e seus colaboradores.
Oportunidades no Mercado
O setor cooperativista está em crescimento acelerado e cada vez mais regulado, o que gera uma alta demanda por profissionais capacitados. O profissional de compliance deve ser organizado, proativo e atualizado sobre legislações e melhores práticas para manter a integridade da instituição.
Em resumo, os papéis do compliance são:
- Garantir que todos sigam as regras e entendam sua importância;
- Identificar e mitigar riscos constantemente;
- Assegurar que a organização se adapte às mudanças regulatórias.
Dessa forma, investir em compliance não é apenas uma obrigação legal, mas uma estratégia para fortalecer a governança e sustentar o crescimento das cooperativas de crédito.
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Escrito pelo Profº Edivan Junior Pommering, mentor do nosso curso exclusivo de Especialista em Contabilidade de Cooperativas de Crédito.